SeaWorld quer que Shamu ganhe o mundo, após abrir capital

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Vendida pela cervejaria AB Inbev à BlackStone em 2009, companhia levantou 702 milhões de dólares na bolsa nesta sexta

Depois de abrir capital na bolsa americana – com ações valendo 13% mais que o preço estabelecido na oferta pública -, o complexo SeaWorld cogita levar suas atrações para outros cantos do mundo. Em entrevista à imprensa americana, o CEO da companhia, James Atchison, afirmou que o show da famosa baleia Shamu, por exemplo, poderia ser exibido na Malásia, Abu Dhabi ou Dubai.

“Há muito interesse nas nossas marcas no exterior”, afirmou ele, ressalvando que ainda não há nada concreto nesse sentido. Com a operação, a empresa levantou 702 milhões de dólares, fixando seu valor de mercado em 2,5 bilhões. A companhia já afirmou que deve usar parte do dinheiro para reduzir dívidas e azeitar processos corporativos.

Atualmente, o SeaWorld conta com 11 parques temáticos nos Estados Unidos, incluindo dois da bandeira Bush Gardens.

Passado

Antes de decidir ir à bolsa, o grupo passou por diferentes mãos – inclusive brasileiras. Em 1959, a cervejaria Anheuser-Busch, dona da Budweiser, inaugurou um jardim com um santuário de pássaros próximo a uma fábrica recém-lançada. Era a semente para o que seria o Busch Gardens Tampa, uma espécie de zoológico com parque de diversões.

A decisão de explorar o mundo aquático veio em 1964, com a abertura do SeaWorld. Com o sucesso – em seu primeiro ano de atividades, o parque recebeu 400.000 visitantes -, a empresa decidiu investir em outras formas de “conectar o público à vida marinha”.

Juntas, as iniciativas eram geridas pela Busch Entertainment. Mas a visão sobre o negócio mudaria drasticamente com a chegada dos brasileiros da Ambev à Anheuser-Busch.

Para entender a jogada, é preciso voltar no tempo: no fim da década de 80, Jorge Paulo Lemann e os parceiros Marcel Telles e Carlos Sicupira compraram a cervejaria Brahma. Em menos de 20 anos, a empresa se uniria à Antarctica, à belga Interbrew e, em 2008, à americana Anheuser-Busch, passando a integrar o maior conglomerado de cervejas do mundo, a AB Inbev.

Conhecidos pelo corte de custos e pelo hábito de colocar a mão na massa, os empresários foram responsáveis por uma virada de gestão na Anheuser-Busch. Funcionários foram demitidas, contratos com fornecedores foram renegociados e benesses como helicópteros para executivos foram abolidas.

Venda

Com atividades muito diferentes do principal negócio da companhiam, o de fazer cerveja, a Busch Entertainment acabou entrando na dança. Em 2009, a divisão foi vendida à BlackRock por 2,3 bilhões de dólares. A companhia passou então a investir em maneiras de reforçar sua presença no mercado de entretenimento. Uma das novidades foi o lançamento de um show de TV na ABC, no ano passado.

Durante o roadshow para o IPO, pinguins foram levados a grandes escritórios em Wall Street, dando mostras da importância do animalzinho para a empresa. O SeaWorld lançou um novo show que tem o pinguim Puck como protagonista, em Orlando, na Flórida. Não por menos, a estratégia se repetiu na estreia dos papéis da companhia na bolsa.

Risco?

“One Ocean”, show com as baleias Shamu no parque aquático SeaWorld: atração pode ser levada a lugares como Malásia, Abu Dhabi ou Dubai

A investida atrai atenção para o simpático animal às vésperas do lançamento de um filme que promete atrair publicidade negativa para a empresa. Em um incidente de 2010, um treinador foi morto por uma orca durante uma exibição para o público. O episódio motivou a gravação do documentário “Blackfish”, que deverá ser lançado neste verão no hemisfério norte.

“Eu argumentaria com paixão que nós damos o melhor cuidado do planeta para os animais”, chegou a comentar o CEO do SeaWorld, James Atchison, ao blog DealBook, do The New York Times. “Nós resistimos a tempestades como essa antes. Não é um problema novo para nós”, completou.

Apesar de ter vendido participações na bolsa, a companhia permanece sendo controlada pelo BlackStone, que investiu 1 bilhão de dólares no SeaWorld e recebeu, no ano passado, 500 milhões de dólares em dividendos.

Fonte: exame.abril.com.br

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