Grupo que viajaria para Disney leva golpe de agência de turismo em SP

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Viagem foi cancelada, mas agência usou documentos e cartões dos clientes. Advogado da empresa informou que vai negociar pagamento de dívida.

Um grupo do interior de São Paulo comprou pacotes para a Disney, teve a viagem cancelada e não recebeu o dinheiro de volta. Mas não foi só isso: os clientes da agência de turismo também tiveram o nome, documentos e cartões de créditos usados para fazer compras e tomar empréstimos.

São 17 os adolescentes que viajariam para a Disney, no passeio organizado pela agência “RP Brasil – Viagens e Turismo”, de Ribeirão Preto, ao custo de R$ 13 mil por pessoa.

Depois de pagar 70% do valor do pacote, a dona da agência avisou aos pais: a viagem foi cancelada.

“Ela alegou que não foi atingido o número necessário de passageiros, número mínimo, que seria de 25, mas desde a reunião ela não mencionou isso”, contou a empresária Andréa Biffi Buttarello.

De acordo com o Procon, essa explicação da agência de não ter atingido o número mínimo de passageiros não é motivo para cancelar a viagem, principalmente porque isso não constava no contrato.

“Nesse caso ela está totalmente errada porque ela tem que fazer o ressarcimento integral do valor que já foi cobrado dessas pessoas atualizado monetariamente”, explicou Mirna Melucci, coordenadora do Procon.

Alguns clientes tiveram surpresas ainda mais desagradáveis. “Ela usou o cartão de crédito do meu marido fazendo compras em outras lojas, que não são do nosso conhecimento”, disse a secretária Lúcia Coutinho.

“Nós acabamos descobrindo que foi feito um financiamento através do número do CPF do meu marido e esse financiamento está pagando uma viagem de 3 pessoas (…) desconhecidas para Fernando de Noronha. No contrato da agência foi falsificada a assinatura do meu marido”, contou a dona de casa Bete Bordo.

O mesmo aconteceu com a Daniela do Prado Silva, de Ribeirão Preto. Depois de viajar pela agência, ela passou a receber cobrança por um financiamento de mais de R$ 20 mil que nunca fez.

“A gente sofre, porque eles ligam no celular da gente cobrando uma dívida que você não deve. O seu nome suja. Eu estou praticamente lesada”,  lamentou a comerciante.

O advogado da agência informou que ainda vai negociar com as vítimas para pagar o dinheiro de volta em parcelas, e sequer comentou as denúncias de uso indevido do nome e dos documentos dos clientes.

Fonte: g1.globo.com

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