SeaWorld põe fim à polêmica criação de orcas em seus parques temáticos

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O SeaWorld anunciou nesta quinta-feira que porá fim à criação de orcas e que a atual geração dos mamíferos em cativeiro em seus parques temáticos será a última, depois de ter sido alvo de uma avalanche de críticas de defensores dos animais.

“As orcas que estão atualmente conosco serão as últimas do SeaWorld”, disse um comunicado da empresa, que conta atualmente com onze enormes cetáceos no parque em San Diego (Califórnia), sete em Orlando (Flórida) e cinco em San Antonio (Texas).

“Não tiramos uma orca de seu habitat natural em quase 40 anos. Demos um passo a mais e colocamos fim a nosso programa de criação a partir de hoje”, informou a empresa, conhecida por seus espetáculos com mamíferos aquáticos.

Os animais em seus parques têm entre 1 e 51 anos, e atualmente uma orca está grávida.

Um dos cetáceos, Tilikum, que estampo as manchetes em 2010 quando afogou sua treinadora durante um espetáculo com público, está muito doente – segundo informou o SeaWorld na semana passada.

Diante de um acordo anunciado nesta quinta-feira junto à sociedade protetora de animais The Humane Society of the United States, o SeaWorld doará 50 milhões de dólares nos próximos cinco anos para resgatar e cuidar das orcas e desenvolver uma campanha para conscientizar as pessoas sobre os perigos que as baleias sofrem.

O SeaWorld indicou que seus novos parques no mundo não terão orcas e que nos espetáculos atuais elas serão substituídas com outro tipo de atividade com esses animais.

Após anos de críticas pelo tratamento dado às orcas, o SeaWorld anunciou que acabaria com os shows no parque de San Diego já no ano que vem. Nesta quinta, a empresa informou que também fará em San Antonio e Orlando em 2019.

A empresa sofreu um duro golpe em 2013 com a estreia do documentário “Blackfish”, que denunciou os estragos sofridos pelas orcas em cativeiro vivendo em pequenos tanques e pouca luz.

A organização de defesa animais PETA, um dos principais críticos do SeaWorld, elogiou a decisão da empresa. “O PETA fez uma campanha difícil e hoje vemos os frutos”, disse no Twitter.

“Estamos orgulhosos de ter contribuído para o conhecimento sobre estes animais”, disse o presidente da empresa, Joel Manby, dizendo que mais de 400 milhões de visitantes puderam admirar as baleias.

“Tornamos as orcas um dos mamíferos aquáticos mais queridos do planeta. E como a sociedade mudou no que diz respeito às orcas, e o SeaWorld mudamos também”, acrescentou.

Fonte: em.com.br

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